Tenham a saúde perfeita!

07/04/2014 20:33

Tenham a saúde perfeita!

 

 

"Mens sana in corpore sano"

 

O homem de bom juízo só pede aos céus a

saúde do espírito com a saúde do corpo.

 

Juvenal.

 

 

 

"Os inimigos da verdade se assemelham a crianças teimosas que derrubavam e apagavam as lamparinas para melhor gritar e chorar nas trevas".

 

A humanidade, infelizmente, não compreendia; ao invés de viver de acordo com a lei da Natureza, em vez de se guiar pelo espírito, deixava-se levar em todos os atos pelas suas tendências inferiores. Deixava-se arrastar por paixões, entregava-se a prazeres e gozos, que são geradores de discórdias e sofrimentos. O homem inconsciente é um símio imitador; aprende todos os vícios muito mais depressa e mais facilmente que as virtudes, por imitação.

 

O homem deve distinguir-se não só pela sua presença e indumentária, pois isto seria apenas questão de um bom alfaiate, mas pelos seus modos, fineza, movimentos distintos e os mais corretos possíveis. A gula, por exemplo, constitui-se em péssimo hábito e triste consequência dos estímulos da mídia e da propaganda.

 

“Come de forma que comas o que realmente comes, e não de forma que sejas devorado pela tua comida.”

 

Não é de boa educação nem de pessoa distinta comer com glutonaria, nem ingerir quantidades que ultrapassem a medida do normal e comum aos seres humanos. O corpo necessita de alimento diário, e devemos atendê-lo, mas com mesura e, sobretudo, com moderação. Freie as tendências bestiais de teu organismo, não te deixes dominar por eles e conseguirás a vitória sobre ti mesmo.

 

O beber de forma desordenada prejudica o organismo, atrofia os sentidos, e os habitua inteiramente a seus caprichos, dominando e envilecendo todos os princípios sãos, deformando o espírito e arruinando a integridade pessoal expondo cada um a cair no mais baixo poço moral. Seria uma desgraça do desregrado e daqueles que com ele convivem. Afasta-te daquele mal e conduz-te sempre com regra e virtude, e serás um homem de espírito são e de bons costumes. A gula é a muralha que obstrui a evolução da inteligência, sendo portanto um dos maiores perigos da humanidade.

 

O beber e o comer de forma desordenada são uma negação à nossa própria estima e oferecem um espetáculo degradante à dignidade e à honra, que se sentem ultrajadas por um vício repugnante e baixo.

 

Os animais sabem melhor viver que o homem; vivem guiados por seus instintos naturais. O homem, desviado do seu instinto, tem que aprender a viver, e a ciência da vida é a ciência do equilíbrio espiritual.

 

Em consequência daquela vida irracional, anti-natural e anti-espiritual, hoje em dia é raro se encontrar um homem de caráter e de uma dignidade e moral absolutas, tampouco portador de uma saúde perfeita.

Por todas as partes encontra-se sofrimentos, dores, queixas e gemidos, e todos gritam: "Este mundo é um inferno", sem se lembrarem que os causadores desse inferno foram eles mesmos, são e sempre serão, enquanto não voltarem ao regime de vida natural, como diz Pitágoras: "Torna-te o que és".

 

O sofrimento de todos os doentes não é a doença propriamente dita, porque em rigor não há doença, mas sim a repercussão dos seus atos, consequências da ausência de uma vida espiritual, além de um ambiente moral de péssima qualidade, na maior parte das vezes, dilacerando as condições possíveis de bem viver. Se modificassem o sistema de vida, se ao invés de empregar drogas para tentar neutralizar os efeitos, procurassem resolver as causas, criando um ambiente limpo, formando a ideia de uma saúde florescente; acordando energias latentes através de uma compreensão mais elevada, com certeza se substituiriam, com grandes benefícios, os bromuretos, os ioduretos, as antipirinas, energéticos venenosos, os quais não fazem mais que embriagar e atacar os nervos, para depois manifestar condições patológicas mais complicadas. Ora, se a humanidade vivesse e se nutrisse com uma alimentação natural, humana, sem carnes, que dificultam a marcha evolutiva ascendente, e se rompesse a corrente da coletividade e dos vícios, cultivando um jardim de virtudes, viveria uma vida saudável, longa, em paz e numa plena felicidade.

 

No entanto, o convívio social é marcado por comemorações, recepções, etc, constituídas de grandes almoços ou jantares. Não há nada mais pernicioso do que esta classe de “festas”. Geralmente, o que se vê num banquete desses? Muitos ricos e luxuosos pratos cheios da “melhor” arte culinária, tudo composto de carnes e mais carnes. Estes manjares – dado que o homem não é de índole carnívora - são compostos com temperos excitantes, conservantes e produtos artificiais, para enganar o paladar. Tudo isto é de efeito pernicioso, sem falar nos molhos e acompanhamentos excessivamente salgados, apimentados, gordurosos, e das sobremesas e bebidas extremamente doces.

Ora, como o homem, geralmente, quando come e bebe, não o faz pelo instinto da fome natural e da sede natural, mas sim guiado pelo invertido sentido de maus hábitos, começa a tomar bebidas e provocar um apetite fictício para poder consumir toda aquela grande quantidade de manjares, que seus imensuráveis e egoísticos olhos vêem. E como seu organismo não pode assimilar toda aquela grande quantidade de coisas antinaturais, continua bebendo durante a comida (outro péssimo hábito), geralmente bebidas alcoólicas.

 

 

E, como depois sente-se muito pesado, em consequência de ter carregado excessivamente sua usina estomacal, toma café, acompanhado de licores, (outro habito prejudicial, porque dificulta a digestão) e, porque assim o exigem os regulamentos “sociais”, como um dos complementos da obra, fuma um "fino" charuto ou cigarro.

 

Finalmente, no dia seguinte, como o organismo se revolta por não poder suportar e assimilar todo aquele arsenal de toxinas e venenos, começa ele a protestar, produzindo incômodos, congestões, etc. Vêm então os calmantes, os purgantes e injeções, que por sua vez continuam a estragar mais o organismo, desta maneira completando a “obra”.

 

E assim o homem envenenava lentamente tanto o seu organismo, como também o seu espírito, edificando um inferno, como já disse, para as suas vidas sucessivas, presente e futuras. A gula é um hábito pervertido, o qual não tem relação com a fome e sede reais. O homem adquire gula pelo alimento assim como pelo fumo, ou pelo álcool, ou por mascar goma, ou pelo ópio, morfina, cocaína ou maconha. O homem adquire geralmente um apetite depravado pelas auto-sugestões dos seus próprios vícios. A criança é guiada pelo seu instinto natural até ser pervertida do mesmo modo acima citado e ainda mais pelo desejo dos seus pais, que, achando-se já viciados, procuram refletir nos filhos os erros de seus “princípios”.

 

Uma moral sã não pode encontrar-se num corpo impuro. O espírito é imortal; porém, só é capaz de evoluir por meio do seu aparelho biológico — o corpo físico. A saúde física não pode subsistir sem uma moral elevada, e não é menos absurdo pretender conservar a saúde moral, mental e espiritual perfeita num corpo impuro e desequilibrado. O equilíbrio moral deriva naturalmente do conhecimento do Bem e da prática fiel da virtude, que é a mais alta expressão da Luz. A busca pela Verdade e pela Purificação - eis os elementos da evolução espiritual.

 

A saúde é o mais valioso de todos os bens terrestres; sem ela, por maior que seja a riqueza, esta deixa de ter importância. E é mais fácil desfrutar da saúde do que cair enfermo: quem vive em harmonia perfeita com as leis naturais da higiene, da educação, da respiração, do exercício e da nutrição, tem todas as probabilidades de não adoecer. A enfermidade, em todas as suas formas e com os seus variados sintomas, é consequência dos atentados às leis divinas e naturais. Colhemos fatalmente no presente o que semeamos no passado, e a estreita relação das doenças do corpo com as do espírito é constatada e citada pelos sábios desde as mais remotas civilizações.

 

Não há, nem poderá haver remédio algum que possa permitir-nos fugir da lei de causa e efeito: só o acatamento às leis que outrora foram violadas e a regeneração e educação sistemática dos maus hábitos podem chegar a eliminar as causas de qualquer doença e curá-la completa e definitivamente.

 

Os melhores remédios são a luz do sol, a água pura da fonte, os frutos da Terra e os Bens Espirituais. Toda e qualquer enfermidade cura-se pela Natureza.

 

 

Equipe do CEPA

Centro de Ensino e Produção Agrícola