Os 12 mandamentos da

alimentação consciente

 
 

 

1º) Prefira sempre preparar o seu próprio alimento a comer fora de casa. Evite, principalmente, locais nos quais desconheça a proveniência dos alimentos e os cuidados dispensados ao mesmo. Aprenda, aos poucos, a cozinhar, descobrindo a satisfação e a alegria de preparar novos pratos a cada dia.  

 

2º) Opte, paulatinamente, pelos alimentos integrais. Procure substituir, aos poucos, os alimentos refinados, processados industrialmente (como o arroz, a farinha de trigo e o açúcar brancos) pelos integrais. Os grãos têm, em grande quantidade, elementos e nutrientes riquíssimos que estão na película que os reveste: proteínas, vitaminas A, B¹, B², B6, B12 e minerais. Quando, no processo de refinamento e branqueamento, essa película é retirada, a maioria desses componentes se perde. Quanto ao açúcar mascavo, é rico em ferro. Nunca é demais relembrarmos as duas grandes máximas de Hipócrates, o grande médico da Grécia clássica: “Somos o que comemos” e “Faze do teu alimento o teu medicamento; e do teu medicamento o teu alimento”, as quais nos incitam ao consumo de um alimento mais puro e mais saudável.  

 

3º) Procure utilizar, em suas refeições, uma grande variedade de alimentos para enriquecer o seu organismo de vitaminas e nutrientes diferentes. Evite comer sempre os mesmos pratos, variando o cardápio. Não se esqueça de usar lentilha, grão-de-bico, feijão branco, feijão azuki, trigo em grão, raiz de lótus, raiz de bardana, soja em grão, espinafre, chicória, alcachofra, brócolis, acelga, couve-flor, repolho, aipo, milho, quiabo, almeirão e outros deliciosos produtos da natureza.  

 

4º) Substitua a carne animal pela vegetal. Essa é a troca mais importante a ser feita em sua alimentação. Aprenda a cozinhar com glúten e soja texturizada, que substituem com vantagens a carne animal, e se sentirá mais leve e mais lúcido. Procure também informar-se com especialistas da área, médicos, nutricionistas ou através de publicações sobre o assunto como mudar de regime de forma não traumática.  

 

5º) Agradeça a Deus pelo alimento antes de comê-lo. A atitude de agradecer antes de dar início às refeições e de meditar sobre o esforço das centenas de pessoas envolvidas na produção, distribuição e comercialização dos alimentos, e, ainda, de lembrar a situação dos milhares de seres no mundo que se vêem privados de comida já é um grande passo na conquista de uma maior compreensão do significado real da prática de se alimentar.

 

6º) Não coma lendo, discutindo ou pensando em problemas. Coma saboreando o alimento, prestando atenção ao que está fazendo. O ato de comer é suficientemente importante para ser praticado com respeito e dedicação exclusiva de sua parte.  

 

7º) Não coma rápido. O processamento ideal do bolo alimentar requer um tempo de mastigação satisfatório. Quando esse tempo é diminuído, diminui-se também o tempo de saúde do sistema gástrico. Os antigos já diziam que devemos mastigar os sólidos até transformá-los em líquidos e saborear os líquidos como se fossem sólidos.  

 

8º) Só coma quando tiver fome.  Recuse-se a comer quando o seu organismo não tiver ainda dado o respectivo alarme. Comer sem fome é o primeiro passo para o desequilíbrio do corpo, uma forma de dar início ao excesso de calorias e ao descontrole.

 

9º) Não coma entre as refeições. Estabeleça horários para se alimentar e procure não ficar “beliscando” entre as refeições, para propiciar ao seu organismo um melhor aproveitamento dos alimentos ingeridos. Em intervalos muito longos entre as refeições, pode-se ingerir frutas.

 

10º) Acostume-se ao sabor de refeições balanceadas, sem excesso de sal, acúçar, produtos químicos, gorduras, temperos ou toxinas. O excesso de sal predispõe o organismo ao desequilíbrio da pressão arterial. O açúcar vicia o paladar e tende a coibir o gosto pelas frutas. Os alimentos com produtos químicos (conservantes, corantes, aromatizantes) e/ou toxinas (como é o caso da carne animal) predispõem o organismo ao câncer. E os que pecam pelo excesso de gordura, às doenças cardíacas.  

 

11º) Não coma demais. Estabeleça uma medida condizente com a sua natureza física e obedeça-a à risca.  

 

12º) Não deixe sobras no seu prato. O ato de desperdiçar alimentos indica imprevisão e descontrole de sua parte, além de ser uma afronta aos que ainda se encontram privados de todas as refeições diárias.